20 de September de 2021

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Médico oftalmologista, acusado de fazer 42 vítimas em Eunápolis, continua sem punição

oftalmo

Matéria publicada no site bahianoticias.com.br sobre o médico oftalmologista Alailson Mendes Brito ganha repercussão em todo estado. Na manhã desta sexta-feira, a reportagem do agazetabahia esteve na clínica onde Alailson atende, mas estava fechada. Funcionárias da ótica ao lado que faz parceria com o médico disseram que o mesmo estava viajando e só voltaria a atender no próximo dia 12. Esclarecendo que as marcações de consultas estavam abertas.

Conforme o site bahianoticias.com.br, assim como um mutirão de cirurgias de catarata em São Paulo deixou 18 pessoas cegas em janeiro deste ano, na Bahia, caso semelhante fez 42 vítimas, em 2009, e até hoje segue sem punição dos indiciados.

Nas palavras do Cremeb, um dos acusados, segue “apto e sem impedimento de exercer a profissão”. À época, os médicos Alailson Mendes Brito (CRM-BA 15031) e Wagner Gomes Dias – que é de Minas Gerais – realizaram 71 cirurgias de catarata na Clínica de Olhos Dr. Alailson Brito, em Eunápolis, no extremo sul do estado. Destes, segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), 66 pacientes eram de baixa renda e beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Após os procedimentos, 42 pessoas – na maioria idosas – ficaram cegas. Segundo o MP-BA, os pacientes foram vítimas de infecção na clínica, provocada pela “conduta negligente dos médicos que ali atuaram ao não adotarem os necessários cuidados que envolviam a observância da validade dos medicamentos empregados; modo de uso dos medicamentos e equipamentos utilizados; bem como pela não esterilização dos instrumentos cirúrgicos utilizados”.

De acordo com a denúncia protocolizada em 2012, Brito e Dias optaram pelo mutirão após serem contratados, sem licitação, pela prefeitura do município, que pagou mais de R$ 76 mil pelos serviços dos médicos. “O fato de que a opção escolhida por eles, os denunciados, foi a realização de cirurgias, em massa, para reduzir os custos operatórios e permitir a locupletação financeira deles, os denunciados”, acusa o MP. Ainda de acordo com o parquet, o tempo empregado pelos doutores nas operações foi de, em média, 16 minutos por paciente.

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